Estupro

de rostos desconhecidos
tira a juventude,
mocidade taciturna.
Abusa da flor da pele
mas treme no escuro,
Pensamento obscuro.

Procura vergonhas pra suprir o prazer de ser detestável].
Arranca os panos
abre o teatro
apresenta o inevitável
O teor do grito no ato.

A caça rugindo ao caçador
amante amador
ama a dor.

Bombeia interiores,
silhuetas exteriores.
Joga os filhos pelo ralo,
são filhos do acaso.

As ouviu chorar
as ninou sem jeito,
nunca tentou ser meigo.

Homem vendaval,
não recua aos berros de desespero]
ergue o laço
e doma o cavalo, sem medo.

Vê cair a madrugada
Observa a vítima estirada,
desvirginada, estilhaçada.

Quando cerra os olhos,
o sol nasce quadrado na inconsciência do quarto]
adormece.
Fantasma que vaga e não esquece]